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domingo, 26 de julho de 2015

Túnel do Tempo



Hoje quero te contar um episódio muito marcante que acredito ter tudo a ver com o surgimento da Esclerose Múltipla na minha vida.



Em 1983 quando estava terminando o Colegial, hoje Ensino Médio, eu comecei a namorar sério. Namoramos 5 anos e em outubro de 1988 foi nosso casamento.

No casamento todos os sonhos e planos são renovados e uma nova vida se inicia!

Em dezembro de 1989 ele morreu em um acidente de carro. Fiquei viúva aos 24 anos!

Eu não soube lidar com esta perda!

Era uma menina de 24 anos que sonhava em ter filhos, netos e ficar com ele a vida toda!

Fiquei casada só 1 ano e dois meses!

Da noite pro dia meu mundo desabou!!

Eu voltei a morar com meus pais e aparentemente, tudo foi se ajeitando.

Hoje consigo ver que não vivi, empurrei a vida como eu conseguia e virei uma baladeira, só queria saber de praia e cerveja. Neste período fiz faculdade e me tornei Publicitária.


6 anos depois da morte dele, tive o primeiro surto.


Muita coisa eu aprendi, ao olhar para o meu passado!


O fato de não levar nada a sério, me fazia fugir das responsabilidades inconscientemente, porque eu achava que estava tudo bem. Eu sabia que ao acabar a faculdade teria que trabalhar e em vez de arrumar um trabalho, arrumei uma doença paralisante.

Eu aprendi, desde que comecei a buscar o autoconhecimento em 1996, que os nossos sentimentos geram pensamentos que nos levam a ação, a ter atitudes. São as nossas atitudes que determinam o que acontece em nossa vida.


Cada um é inteiramente responsável pelo que lhe acontece!


Existe também a ação de forças externas?  Forças Universais? Deus? Acredito que sim, mas não quero entrar em assuntos tão polêmicos como crenças e religiões, aqui neste post. Cada um tem sua crença e meu papel aqui é o de respeitar o leitor e contar a minha história.

Sabemos que a mente é coletiva e que existe também o inconsciente coletivo. Também sabemos que somos influenciados energeticamente o tempo todo, por tudo e por todos.

Mas as nossas decisões são tomadas individualmente, sejamos influenciados ou não!

É uma grande responsabilidade dizer que eu construí a doença? Sim!

Como digo: Atitude é tudo faça acontecer.

A falta de atitude ou ter atitudes nada positivas para minha vida, isto é, uma vida sem perspectivas, foi o que me levou a caminhos complicados e estes caminhos me levaram a adoecer.

A Esclerose Múltipla é uma doença de fundo emocional e eu já vivia praticamente, uma paralisia emocional desde a morte dele, sem saber.

 Hoje vejo que a vida estava me levando para um buraco. É essa a sensação que tenho quando vejo meu caminhar da morte do meu marido até o primeiro surto:
- Eu estava caminhando pela vida meio que cegamente, à beira de um precipício. Quando eu ia cair no precipício, a vida me deu um tropeção pra que eu pudesse ver aonde estava e mudar de caminho.

Não me dói esta responsabilidade e sim me motiva, porque sei que posso fazer o meu melhor sempre.

O mais prazeroso é ver o resultado que estas mudanças trazem de positivo para mim.

Aprendi a viver o presente, aprender com o passado e ser motivada pelo futuro.

É um caminhar difícil e muito prazeroso a cada vitória.

Melhor ainda é poder escolher como será este meu rico caminhar, neste espetáculo chamado VIDA!

Ele se foi!
Hoje aprendi a sentir o quanto ele olha por mim!

GRATIDÃO, MEU AMOR



Esta música foi lançada em 1989. O ano que ele morreu.

Me lembro de ouvir repetidas vezes e quando a letra dizia “...e você pode chorar...” eu desabava em lágrimas repetidas vezes...

Hoje ao ouvir esta canção lembro disso e sei que esse momento ficou no passado, são 26 anos e a saudade existe, mas posso afirmar que o tempo é melhor remédio.