Facebook

sexta-feira, 3 de março de 2017

Aceitação



Sempre que aparece uma insatisfação, significa que algo está em desacordo dentro de nós e é aqui que começa toda transformação pessoal.

Quando permitimos ver o que nos incomoda interiormente, essa transformação acontece naturalmente.  É o claro momento:
“Não gostei disso vou mudar, fazer diferente”. E nasce a mudança de atitude!

O não gostar é uma análise interior automática, embasada em crenças, valores e muito mais que existe dentro de nós.  A aceitação trouxe o não gostar e consequentemente a criação de um novo comportamento.

Daqui parte uma nova postura importantíssima:

A CRIAÇÃO DE UM NOVO HÁBITO.

É só manter-se vigilante para repetir a nova atitude, que aquela insatisfação desaparecerá da sua vida.

Aqui é que muitas vezes pecamos e ficamos  insatisfeitos, novamente!

Eu aprendi a ficar esperta depois de tanto quebrar a cara ...risos...

Aqui a receita do orai e vigiai se faz necessária (veja o post Orai e Vigiai). Não é só pedir a Deus, temos que fazer a nossa parte.

Lá no post "Orai e vigiai", eu falei sobre vigiar nossos pensamentos e aqui falo em vigiar nossas atitudes. É assim mesmo, tudo junto e misturado!

Há situações que nos acompanham anos a fio e nem fazemos ideia como se livrar daquele peso. Tudo começa com a aceitação.

Se estamos insatisfeitos com a vida, o primeiro passo a ser dado é aceitar como a vida está... Sim! Estou infeliz por isso e/ou aquilo. Minha vida está ruim por isso ou aquilo e etc.

É para olhar para dentro de si e não para se revoltar. Faça todo esse processo com muito amor no coração. Ame-se e perdoe a si e ao outro.

Eu sei que não vai sumir tudo num passe de mágica, mas te garanto que é aqui que começa sua jornada rumo a Felicidade tão almejada.

Porque a felicidade é um estado interior, queremos SER felizes. E para ser feliz não é preciso TER isso ou aquilo... É só SER FELIZ!

Quando aceitamos a situação presente e o passado que nos trouxe até aqui, damos início a criação de uma nova atitude interior e assim ocorre a mudança de hábito, que será gerada e encorajada, na maioria das vezes, pela insatisfação da situação vivida até aqui e que não nos satisfaz mais, isto é, não tem mais como viver assim, é preciso mudar.

Ai você irá fazer aquilo que te satisfaz com mais frequência e aos poucos vai começar a se sentir feliz. Só não esqueça de vigiar suas atitudes, para não voltar... e se isso por acaso ocorrer, agora ficou mais simples! É só olhar para si, aceitar e recomeçar. Eu disse que é simples, mas não disse que é fácil, lembre-se disso!

Eu levei quase 20 anos para aceitar a Esclerose Múltipla em minha vida e só tomei consciência dessa aceitação, quando disse numa roda de alunos de neurologia, a seguinte frase: “A DOENÇA ESTÁ AQUI E EU TENHO QUE CONVIVER COM ELA”.

Muitas das minhas atitudes já mostravam esta aceitação, mas eu ainda não tinha esta clareza.

Daqui em diante tudo mudou muito e pra melhor!

Pude realmente saber o que é SER FELIZ!

Ser feliz como sou, com o que tenho seja dentro ou fora de mim e com a presença das pessoas comigo ou não... ser feliz é simples....

É na simplicidade que está a felicidade!

Deixo você com Titãs em um momento muito especial para a banda:


Super beijo no coração

#suzetezanatta







sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

QUE ACONTECE NO MEIO

“Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. 

Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.




No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. 

Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. 

Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. 

Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.”

Texto de Martha Medeiros



Esse lindo texto da Marta Medeiros (a quem eu admiro muito, seus textos são incríveis) e  foi postado em meu face pelo meu amigo Ciro Meireles....gratidão meu amigo.



Super beijo no coração

#suzetezanatta